Ricardo Capriotti

Nasci no dia 22 de outubro de 1966 na maternidade Pró Matre, em São Paulo. Na verdade apenas nasci na capital paulista, minha família é toda de Osasco, na Grande São Paulo. E foi em Osasco que dei os meus primeiros passos no esporte e na profissão.

Nos campinhos de rua, eu desfilava um talento limitado para o futebol. Mas como resistir à paixão nacional quando todos os seus amigos estão lá batendo bola?

Aos nove anos de idade fui convidado a jogar beisebol pela cidade de Osasco e me tornei um bom primeira base. Aliás, o beisebol pode ser enfadonho para quem assiste, mas é muito bom de se praticar, eu adorava.

Junto com o beisebol, ainda na escola, final dos anos 1970, veio a primeira experiência com o basquete. A altura era minha aliada e fui treinar no lendário Continental Parque Clube, sob o comando do Ênio Vecchi.

No início dos anos 1980, a geração de prata do vôlei motivou muita gente a trocar de esporte. Eu fui um deles. Com o professor Marques, defendi a seleção de Osasco. Nessa época fui visitar os estúdios da rádio Difusora Oeste, que estava sendo inaugurada em Osasco, e me encantei por aquela atmosfera. Aprendi a ouvir rádio com o meu pai. E ver materializado tudo aquilo que eu sempre acompanhava do outro lado foi fascinante.

Aos 16 anos de idade, em 1983, nessa mesma rádio, consegui ser uma espécie de produtor de um comunicador chamado Ronaldo Rocha. Eu ia pra rua gravar pedidos musicais dos ouvintes, ajudava com o telefone, com as cartas, mas o que eu queria mesmo era falar no microfone. Permaneci ali por um ano e fui me preparar para o vestibular. Entre o final de 1984 e começo de 1985, fiz prova em doze universidades tentando um lugar em medicina. Sim, esta sempre foi uma das minhas outras paixões. Não passei em nenhuma, mas em uma delas havia a possibilidade de se escolher uma segunda opção e eu assinalei Comunicação Social. Em fevereiro de 1985 acabava o sonho da medicina e começava o da comunicação.

Junto com a faculdade comecei a trabalhar no Bradesco, afinal, quem é de Osasco tem que passar pela Cidade de Deus. Após um ano no departamento de Imóveis, pedi transferência para o marketing e fiquei mais próximo das coisas da universidade.

Apesar de trabalhar no banco, sabia que aquilo era passageiro. Eu queria trabalhar em rádio, com esporte. Em 1986 fui fazer o curso de Radialista no Colégio do Carmo, em Santos. Era o único curso profissionalizante do Brasil. Aos sábados, durante todo o dia – e por um ano – aprendi os primeiros passos da profissão.

Já legalizado e podendo falar no microfone, tentei uma vaga na rádio Cacique de Sorocaba. Meu objetivo era trabalhar apenas aos sábados e domingos porque ainda estava no banco e na faculdade. Assim, apresentava um programa popular na rádio Cacique AM aos sábados pela manhã e aos domingos, cedo, fazia mais um horário na Cacique FM.

Em 1988, último ano da faculdade, resolvi que era hora de deixar o banco e direcionar toda a força no rádio. Pedi demissão e passei a apresentar programas em Sorocaba de segunda à sexta. Foi aí que os finais de semana ficaram livres e pude pedir uma oportunidade ao então diretor de esportes da rádio, o Tadeu Bismara. Passei a ser o segundo repórter, aquele que cobria o time visitante nos jogos do São Bento. Nas partidas noturnas do meio de semana eu dava um jeito de estar presente também e quando tinha viagem pelo interior, eu tinha que me desdobrar para poder dar conta de tudo.

 

Em setembro de 1998 eu estava disposto a permanecer apenas nas reportagens esportivas e queria arrumar um emprego em uma emissora paulistana. Sem conhecidos ou indicações, o jeito foi pegar a lista telefônica e sair ligando de emissora em emissora e perguntando se precisavam de locutores.

O Tony Lovatto, coordenador artístico da Antena 1, pediu que eu fosse gravar um teste. Ele, e o saudoso diretor artístico da rádio, Cayon Gadia, me aprovaram e passei a cumprir o horário da madrugada. Então, eu era repórter do São Bento na rádio Cacique de Sorocaba, e locutor da Antena 1.

Terminei a faculdade em dezembro de 1988 e no mês seguinte já estava matriculado na pós-graduação em marketing. Passei os 18 meses seguintes no Latu Sensu da Fecap.

Em 1990, já fazendo o horário noturno da Antena 1, fui a Campinas ocupar o horário nobre da rádio Educadora FM. Mas, com três empregos, em três cidades diferentes, resisti apenas seis meses.

Em 1992 eu já não queria mais a rotina de dois empregos em duas cidades. Descobri que a rádio Gazeta de São Paulo estava se separando da rádio Record nas transmissões esportivas e que iria montar uma equipe própria, sob o comando do Paulo Soares e do Odinei Edson e direção do lendário Pedro Luis. Conversei com o “Amigão”, mas não havia vaga para repórter – como eu gostaria – apenas de plantão esportivo. Claro que eu aceitei e em dezembro de 1992 passei a fazer parte da nova equipe.

Em agosto de 1993, após 5 anos na Antena 1, deixei a emissora e imediatamente o Sr. Pedro me ofereceu a possibilidade de passar para a reportagem. Era tudo o que eu queria.

Minha passagem como repórter na rádio Gazeta foi curta. Em outubro de 1983, o então coordenador de esportes da rádio Bandeirantes, Sérgio Cunha, me convidou para me transferir da avenida Paulista para o Morumbi. Foram dois meses de muita conversa e em dezembro daquele ano desembarquei em um dos prefixos mais emblemáticos do país.

Em seis meses passei de quinto a repórter principal da casa. Cobri todos os campeonatos pelo Brasil e no exterior, Fórmula-1, São Silvestre, Copa do Mundo e Olimpíada. 

 

Nesse período dei meus primeiros passos na televisão. Inicialmente com a oportunidade de cobrir férias do meu amigo Celso Cardoso na reportagem da TV Gazeta. E depois inaugurando o Canal 21, emissora do Grupo Bandeirantes, onde eu apresentava o Jogo Aberto, de segunda à sexta, às 13h00. Este programa foi embrião de muita coisa que se vê atualmente nas atrações esportivas da hora do almoço.

Em 1999, o então coordenador de esportes da rádio Bandeirantes, José Carlos Carboni, e o diretor de jornalismo da emissora, Marcelo Parada, me convidaram para mudar de função. A proposta era deixar a reportagem e passar a ser o âncora das transmissões esportivas. A decisão não foi fácil, sempre fui apaixonado pela reportagem, mas ali estava uma oportunidade de dar uma alavancada na minha carreira. Ao aceitar o convite passei a ser o âncora dos programas pré e pós-jogos e mais o diário Esporte Notícia, no meio do dia.

Em março de 2002 surgiu o convite para me mudar de emissora. A Rede Record de Televisão me convidou para apresentar a segunda edição do policial Cidade Alerta, o principal produto da casa, um enorme desafio profissional. Nesse mesmo período a emissora estava adquirindo os direitos de transmissão dos principais campeonatos do Brasil e, paralelamente ao jornal, também participava das transmissões e dos programas esportivos da casa.

Mas o rádio nunca ficou de lado para mim, sempre fui apaixonado pelo veículo, e em 2005, a rádio Record me convidou para fazer parte de um novo projeto da emissora. Fiquei um ano e meio ali, ancorando as transmissões esportivas da emissora, e saí logo após a Copa da Alemanha.

Em março de 2007, ainda na TV Record, a convite do agora Diretor de Jornalismo da emissora, José Carlos Carboni, retornei à rádio Bandeirantes. O objetivo era ancorar as transmissões em que não estivessem dois gênios do rádio: Milton Neves e Sergio Patrick. Por isso minhas participações nesta época se resumiam às quintas e sábados, durante as partidas de futebol.

Mas além do desejo de voltar à casa que me projetou na profissão, o desejo também era de emplacar na programação da Bandeirantes um programa sobre corrida de rua. O esporte estava presente na minha rotina desde 1999 e ao longo destes anos pude perceber a evolução no número de praticantes e a chance de ter um horário destinado ao assunto.

Finalmente o Fôlego estreou no dia 28 de setembro de 2008. Junto com meu companheiro de programa, Sergio Patrick, iniciamos a trajetória com meia hora, aos domingos de manhã, e atualmente estamos no ar das 8h30 às 9h30. O Fôlego se transformou em um sucesso e registra dezenas de casos de ouvintes que mudaram o estilo de vida, adotaram hábitos saudáveis e se transformaram para melhor. Nesse tempo, realizamos vários programas fora do

estúdio, especialmente no verão, quando descemos a serra para encontrar os ouvintes no litoral paulista.

.

©2016 - CapriRun - Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por Webcraft Comunicação Ltda.

careclub_site.png

Parceiro: