ATÉ QUANDO VOCÊ QUER CORRER?


Tenho refletido muito nos últimos tempos sobre um assunto que vem me rondando: a longevidade na corrida. Assim como tudo na vida, o esporte também é regido por ciclos. Você inicia, dá os primeiros passos, cresce, atinge a maturidade e depois começa o decréscimo. Na verdade estamos perdendo todos os dias. O que fazemos diariamente é treinar para manter os parâmetros dignos. Eventualmente ganhamos um pouco em um determinado período, perdemos em outro, e assim seguimos treinando.

Para os competitivos, se relacionar com esta equação do perde e ganha e sentir que as respostas do corpo já não são as mesmas de antigamente pode se tornar uma tortura, uma decepção e depressão.

Sempre gostei de desafiar meu cronômetro. A competitividade faz parte do meu dia a dia desde as minhas primeiras disputas esportivas ainda na infância. Nos esportes coletivos que pratiquei a glória da vitória ou a dor da derrota eram sempre divididos. Na corrida o adversário – ou parceiro – está no meu pulso. E assim estou levando a corrida nos últimos anos.

Confesso que me assusta pensar que esta relação pode chegar ao fim um dia. Por falta de capacidade física, ter que abrir mão de sair para treinar ou correr as provas me deixa preocupado. Talvez esta realidade ainda esteja longe de você – e de mim também -, mas saiba que isso um dia vai chegar e aí será preciso entender como serão os próximos anos.

Por isso tenho me atentado mais em garantir treinos de qualidade, esquecendo um pouco o relógio, e valorizando o prazer que a corrida proporciona. Na sensação de bem estar ao terminar um treino forte me sentindo bem. Sigo buscando o entendimento diário com o corpo, tentando entender os recados que ele manda diariamente, respeitando seus desejos e necessidades. Saber ouvir e compreender o seu corpo é uma arte preciosa para quem quer seguir ativo por muitos anos.

Atualmente não me sinto culpado se deixei de treinar porque cheguei tarde do trabalho e não dormi o suficiente para aquela sessão de treinamento. A prática seguinte se mostra bem mais prazerosa do que aquela que seria cumprida em condições físicas comprometidas. Acredito que assim estou mantendo uma relação de respeito com o meu corpo, garantindo que ele esteja apto, forte e resistente por muito tempo, podendo estar ativo até a velhice, objetivo que deve ser perseguido por todos aqueles que se mexem com regularidade. Esgotar o estoque agora e ser obrigado a parar lá na frente não me parece ser uma equação inteligente.

Espero que você também tenha uma relação harmoniosa com esta incrível máquina que carregamos e que a longevidade esteja presente entre as suas metas a serem alcançadas na corrida.

Coma bem, corra bem, viva bem!


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